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Polícia Civil destrói R$ 10 milhões em cédulas falsas apreendidas em Cuiabá

Grupo envolvido aplicava golpe do falso empréstimo milionário, segundo a Delegacia de Estelionato de Cuiabá

01/07/2026 às 16:31
Por: Redação

Na tarde do dia 30 de junho de 2026, a Polícia Civil realizou a incineração de uma mala contendo aproximadamente 10 milhões de reais em notas falsas, no bairro Jardim Industrial, em Cuiabá. O montante em cédulas falsificadas foi apreendido durante investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato da capital mato-grossense, que desmantelou um grupo criminoso envolvido em um esquema de falsos empréstimos milionários.

 

O caso, que teve início em 2024, veio à tona quando um empresário da cidade de Água Boa procurou a Polícia Civil relatando ter sido vítima de uma fraude complexa. O empresário foi induzido a acreditar que receberia um empréstimo no valor de 10 milhões de reais, mediante o pagamento antecipado de uma comissão, inicialmente estipulada em um milhão de reais, mas que aceitou depositar 400 mil reais em dinheiro vivo.

 

Após meses de negociações, encontros presenciais e contatos telefônicos, a vítima se reuniu com os suspeitos em um hotel na cidade de Cuiabá. Na ocasião, entregou a quantia de 400 mil reais em espécie e recebeu uma mala que supostamente continha o montante do empréstimo prometido. No entanto, ao abrir o material, constatou que os pacotes continham apenas cédulas falsas e papéis sem valor comercial, evidenciando o golpe aplicado.

 

Durante o curso das apurações, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada na fraude, além de realizar diversas diligências para reunir provas. Entre essas medidas, foram analisadas imagens de vigilância, identificadas linhas telefônicas utilizadas pelos criminosos e coletados outros elementos que permitiram a individualização dos envolvidos no esquema.

 

Ao final do inquérito policial, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa. O delegado responsável pela investigação, Bruno Palmiro, explicou que os investigados adotavam o disfarce de empresários e investidores para conquistar a confiança das vítimas.

 

“Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões”, esclareceu o delegado.

 

As apurações continuam em andamento para identificar todos os integrantes do grupo criminoso e averiguar a eventual participação dos suspeitos em outros golpes semelhantes praticados em diferentes estados do país.

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