Na manhã desta terça-feira, 30 de junho de 2026, a Polícia Civil de Mato Grosso desencadeou a Operação Partilha para o cumprimento de nove mandados judiciais relacionados a um furto qualificado ocorrido em uma fazenda no município de Confresa.
Coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, a ação visa esclarecer o crime que resultou na subtração de aproximadamente 350 mil reais em dinheiro, cinco armas de fogo, joias e outros bens da propriedade rural.
Os mandados judiciais, expedidos pela Justiça, atingem três investigados pelo crime e estão sendo cumpridos em diversas localidades, incluindo as cidades de Confresa, Sinop, Peixoto de Azevedo, São José do Xingu (distrito de Santo Antônio do Fontoura), Porto dos Gaúchos, todas em Mato Grosso, além da cidade de Novo Progresso, localizada no Estado do Pará.
O conjunto de ordens judiciais abrange busca e apreensão domiciliar, inclusive na modalidade itinerante, além do afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos, bem como o acesso e extração dos dados presentes nos dispositivos eletrônicos apreendidos. Tais medidas foram determinadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças.
O objetivo principal da operação é recuperar os bens furtados, como armas, joias e o valor monetário, além de celulares, tablets e notebooks considerados fundamentais para esclarecer as negociações e transações financeiras relacionadas à divisão dos produtos do delito.
Na execução da operação, a Derf conta com o apoio das Delegacias de Confresa, São José do Xingu e Santa Cruz do Xingu; das Delegacias Regionais de Guarantã do Norte, Sinop e Juína; bem como da Polícia Civil do Pará.
A ocorrência do furto qualificado foi registrada na madrugada do dia 23 de setembro de 2024, quando os criminosos invadiram uma propriedade rural em Confresa, arrombando cofres localizados na residência e subtraindo cerca de 350 mil reais em espécie, além de joias e cinco armas de fogo.
Durante as diligências, a equipe da Derf de Confresa identificou que o grupo criminoso agia com divisão de tarefas entre os investigados. Os três alvos da operação são apontados como informante — que prestava serviços e tinha acesso à casa — executor, e o responsável pela logística do plano e pela destinação das armas furtadas.
Segundo a delegada da Derf de Confresa, Karen Amaral Makrakis, a investigação revelou um registro da partilha entre os suspeitos, bem como áudios, mensagens e fotografias de arma furtada encontradas em aparelho celular.
“A precisão do furto dirigida exatamente aos bens guardados na casa, indicou desde o início que o grupo teria agido com informação privilegiada sobre o local e o conteúdo dos cofres. Os indícios revelaram a atuação de um grupo estruturado, com divisão de tarefas e posterior repartição do produto do crime entre os envolvidos, parte do qual chegou a ser negociada”.
O nome da operação faz referência a um documento manuscrito apreendido durante as investigações, no qual os próprios envolvidos descreviam como dividiram entre si o produto do furto, especificando a parte de cada um em armas, joias e valores.
Dessa forma, enquanto a partilha simboliza a divisão do espólio entre os criminosos, também nomeia a resposta do Estado com esta operação, destinada a desfazer essa distribuição ilícita.