A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um indivíduo que manipulou uma criança de apenas nove anos através da internet, resultando em um abuso com lesão grave. A captura ocorreu na última sexta-feira, dia 29 de maio, na cidade de Dom Eliseu, no Pará.
As investigações foram iniciadas após a mãe da menina procurar a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI) de Sinop. Ela relatou que sua filha, de nove anos, havia praticado um ato sexual violento contra si mesma, por instrução de um contato conhecido em um aplicativo de vídeos online.
Os levantamentos da polícia revelaram que a criança foi alvo de intensa manipulação psicológica e aliciamento. O suspeito exigia o envio de vídeos de natureza sexual em troca de moedas virtuais do jogo Roblox.
O impacto psicológico na criança foi devastador, levando-a a ameaçar tirar a própria vida após a descoberta do crime pela família. O incidente mais recente, que culminou na revelação dos fatos, provocou uma lesão que tornou necessária a realização de um procedimento cirúrgico na vítima.
Dada a gravidade dos acontecimentos e o risco que o suspeito representava, a autoridade policial encarregada do inquérito solicitou imediatamente mandados de prisão, busca e apreensão, além da quebra de sigilo telemático do agressor. Todas as solicitações foram prontamente concedidas pelo Poder Judiciário.
Para efetivar a prisão e a busca e apreensão, uma equipe da DEDMCAI de Sinop empreendeu uma viagem de mais de 2.700 quilômetros na última sexta-feira, dia 29 de maio, cruzando cinco estados até Dom Eliseu, no Pará, onde os mandados de prisão preventiva e busca e apreensão foram cumpridos.
O indivíduo detido é alvo de investigação por diversos crimes, incluindo estupro de vulnerável, posse de material de abuso sexual infantil e aliciamento de crianças para fins sexuais através da internet.
A delegada Renata Evangelista, que coordena as investigações, emitiu um alerta importante aos pais e responsáveis sobre os riscos presentes no ambiente virtual.
O avanço da tecnologia trouxe os criminosos para dentro de nossas casas através das telas de celulares e tablets. Este caso trágico é um alerta urgente para todos os pais e responsáveis. O monitoramento do uso da internet por crianças não é invasão de privacidade, é um ato de proteção e sobrevivência. Os criminosos se passam por amigos e por crianças da mesma idade, utilizam jogos e redes sociais aparentemente inofensivas para manipular mentes vulneráveis. Fiquem atentos a mudanças repentinas de comportamento, isolamento e ao conteúdo consumido por seus filhos. A Polícia Civil está vigilante, mas a prevenção começa no ambiente familiar.