Mato Grosso do Sul reforça sua posição como referência em energias renováveis ao lançar seu primeiro complexo dedicado à transição energética, localizado em Nova Alvorada do Sul, com a construção da nova planta industrial de etanol de milho da empresa Atvos.
Com experiência na produção de etanol proveniente da cana-de-açúcar e do biometano, a Atvos inicia a expansão para o etanol derivado do milho, marcando a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da nova usina nesta quarta-feira, dia 1º. O governador Eduardo Riedel esteve presente no evento realizado no local da futura instalação.
O governador destacou a relevância do projeto para o estado e para o Brasil, afirmando:
“Um novo centro integrado de produção de energia de maneira rara no Brasil, produzindo etanol de milho, cana e biometano. Este projeto além de gerar empregos para nossa gente, ainda contribui com a nossa política de carbono neutro. Isto gera novas oportunidades e investimentos. Não são apenas benefícios ambientais, mas também econômicos.”
Eduardo Riedel ressaltou que a confiança criada para investidores privados é fundamental para a chegada desses grandes investimentos ao estado, o que resulta em geração de emprego, renda e melhora na qualidade de vida da população.
Bruno Serapião, CEO da Atvos, enfatizou a inovação representada pelo complexo de transição energética em desenvolvimento:
“Uma usina integrada é muito mais eficiente do que uma sozinha. Aqui vamos produzir 100% da biomassa do etanol de milho. Energia limpa e sustentável. Queremos baixar custos, gerar mais produção, dar mais oportunidades, porém sempre respeitar o meio ambiente.”
Serapião também agradeceu o suporte recebido do governo do estado, que permitiu o investimento de 2 bilhões de reais no complexo nos últimos três anos, destacando Mato Grosso do Sul como exemplo para o Brasil.
A construção da unidade de etanol de milho está programada para começar no segundo semestre de 2026, com previsão de criação de aproximadamente 2 mil empregos ao longo da obra, o que impulsionará a economia local. A operação deverá iniciar no primeiro semestre de 2028.
Quando estiver em funcionamento, a unidade terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho anualmente, produzindo cerca de 273 mil metros cúbicos de etanol por ano, além de gerar 183 mil toneladas de DDG, um coproduto rico em proteínas para nutrição animal, e 13 mil toneladas de óleo de milho.
A Atvos figura entre as principais empresas do setor de transição energética e é uma das maiores produtoras brasileiras de biocombustíveis. A nova fase da Unidade Santa Luzia visa consolidar o primeiro complexo de transição energética da companhia.
O projeto combina diversas rotas produtivas em uma única unidade, incluindo cana-de-açúcar, milho e biometano, ampliando a oferta de soluções com baixo carbono. Atualmente, a Atvos produz e comercializa etanol, açúcar VHP e energia elétrica derivados da cana-de-açúcar e de sua biomassa, contando com oito unidades agroindustriais no país.
Com esta nova planta industrial, o estado se consolida como um dos principais produtores de energia limpa no Brasil, ganhando destaque também no cenário internacional, onde a transição energética é tema prioritário.
Mato Grosso do Sul destaca-se nacionalmente na produção de bioenergia, sustentado por uma infraestrutura diversificada que inclui 22 usinas em operação: 19 dedicadas à cana-de-açúcar e 3 ao etanol de milho.
Essas usinas são produtoras de etanol e bioeletricidade, com 13 delas exportando energia excedente para o sistema nacional, e 13 atuam na produção de açúcar.
O cultivo de cana-de-açúcar ocupa cerca de 800 mil hectares, distribuídos em unidades industriais presentes em 42 municípios, gerando aproximadamente 33 mil empregos na região.