Trinta mulheres completaram recentemente os cursos de confecção de toucas em crochê promovidos pela Secretaria Executiva da Mulher (Semu) em Campo Grande, distribuídos em dois bairros da cidade. As formações ocorreram na Comunidade Católica Santa Luzia, localizada na Vila Nhanhá, e também no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Los Angeles.
Esta iniciativa faz parte das atividades contínuas da Semu que objetivam qualificar profissionalmente as mulheres, promover a inclusão social e fortalecer a autonomia delas. Além de ensinar a técnica do crochê, os cursos também incentivaram o empreendedorismo, criando possibilidades concretas para que as participantes obtenham renda por meio do artesanato.
Na Vila Nhanhá, as aulas foram conduzidas pela professora Suelem Mary da Silva, enquanto no Cras Los Angeles, a capacitação foi realizada pela assistente social e artesã vinculada à Semu, Zunilda Freitas.
A secretária executiva da Mulher, Angélica Fontanari, ressalta que cada processo formativo amplia os horizontes para as mulheres envolvidas.
“Quando uma mulher aprende uma nova habilidade, ela amplia suas possibilidades. O artesanato pode abrir portas para uma fonte de renda, fortalecer a autoestima, estimular o empreendedorismo e mostrar que ela é capaz de conquistar novos espaços.”
Zunilda Freitas destaca que, além da qualificação técnica, o artesanato ajuda a fortalecer a autoestima e o bem-estar emocional das alunas.
“Muitas mulheres chegam dizendo que nunca fizeram artesanato ou que vieram apenas para sair um pouco da rotina. Aos poucos, elas vão aprendendo e quando termina a primeira peça, a emoção é visível. É muito comum ouvir: ‘Professora, eu consegui’. Esse sentimento fortalece a autoestima e mostra que elas podem aprender algo novo em qualquer fase da vida.”
Moradora do Bairro Los Angeles, Iranice Maria Lobato participou pela primeira vez do curso e comemorou o aprendizado obtido.
“Eu nunca tinha feito crochê e achei que não conseguiria aprender. Com a paciência da professora e o incentivo da turma, consegui fazer minha touca. Saio daqui muito feliz, com vontade de continuar aprendendo e fazer outras peças para minha família.”
Outra aluna, Cristiane Silva, revelou a intenção de usar o conhecimento adquirido para gerar renda.
“Esse curso chegou em um momento muito importante da minha vida. Além de ocupar a mente e conhecer pessoas, aprendi uma atividade que pode me ajudar a conseguir uma renda. Agora quero continuar praticando e transformar esse aprendizado em uma oportunidade.”
As capacitações da Semu evidenciam o papel do artesanato não só como técnica para produção, mas também como ferramenta para o desenvolvimento pessoal e a independência econômica feminina em Campo Grande.